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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

I´m gonna leave you

Babe, baby, baby, I'm gonna leave you.
I said baby, you know I'm gonna leave you.
I'll leave you when the summertime,
Leave you when the summer comes a-rollin',
Leave you when the summer comes along.



Senta, mas não me conta nada. Hoje eu não quero ouvir absolutamente nada que remeta ao teu passado ou ao teu futuro. Engula as suas frustrações e as deixe bem guardadas em seu estômago, não vivo de tristeza alheia e nem meu assunto preferido é as tuas mancadas. Se você não está pronto, assuma e dê meia-volta para me poupar desse discursinho barato de quem nunca sabe aonde quer chegar. Dizer que não sabe é aliviar a culpa de passos em falso, tentativas vãs e muita hipocrisia. Não estou nem aí se você está bem ou mal, o que importa é se o copo está cheio enquanto a minha sede é muita. Se você se afunda, não me leve junto e nem imagine que meu braço suporta teu peso. Aqui, ainda existe algo que pulsa e que não admite mais que você aperte o botão para desacelerar o que vive acelerado por natureza, não há mais espaço para as tuas manias de me ver como uma folha que suporta todas as letras, independente do contexto. Chega de problemas e esperanças tardias. Eu não pretendo ser sua melhor amiga e nem psicóloga. Me poupe dos segredos e dos comentários indiscretos, estou tapando os meus ouvidos. A paciência e as vontades acabaram,os últimos pedidos foram feitos por aquela mesa, lá no final do corredor. Está decretado o fim.

Apenas sente e fique calado.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Na estação

Abria os olhos às 9 e meia da manhã e dava bom dia para o buraco no meio do meu oceano, bem lá no fundo, do fundo, do fundo. Onde nem eu poderia dizer ou transformar em palavras para dignificar que era amor e não vontade de sentir tudo de novo para acabar direito. Os pés no chão gelado, meia de dormir, de levantar com o cabelo bagunçado igual ao da Julia Roberts em 'Uma linda mulher'.
Eu colocava a mão sobre o peito e tinha o coração inteiro entre os meus dedos. Uma caneca de café, pouco açúcar. Descia como histórias de romance, daquelas que a gente vê na tv e quer acreditar que não acredita. Desviava os olhos para o relógio como se assim conseguisse afastar a vontade louca e gigante de me enfiar num carro e atravessar o estado ouvindo Jenny Lewis.


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